Mais um e-mail salvo nos meus rascunhos.

13 de fevereiro de 2014
De: Maria Antônia
Para: Vitor
Quinta-Feira, 13/02/2014 - 00:10 

Oi, só quis passar para dizer que tá difícil. E eu sei que é só pra mim que está, não precisa me dizer que isso não é verdade porque eu sei que é. Cada vez que o seu nome passa na minha time line meu coração dispara, cada vez que o ícone de nova mensagem no chat aparece eu torço para que seja você me mandando links de musicas sensacionais que eu salvo todos os links e que nesse momento estão tocando em uma playlist. Falando nelas, era pra eu entender alguma coisa com essas musicas? Porque desde o primeiro momento em que você me mandou e eu as escutei pensei que você estivesse tentando me dizer algo, mas provável que seja coisa da minha cabeça.


Hoje eu resolvi reler todas as nossas conversas e eu não o aconselho a fazer o mesmo. Vi o quanto a gente mudava diante de diversas situações, fomos morrendo aos poucos. E cada linha que ia desaparecendo na tela do computador era uma dor que me dava no peito, e eu só pensava em como eu queria voltar no tempo, naquele domingo onde tudo começou a desmoronar, dizer tudo o que estava esgasgado e que foi libertado em forma de lagrimas no meu travesseiro naquela semana. E eu só posso dizer que a partir dali eu comecei a tentar, mas foi em vão.

Bem hoje é o quarto dia desde que eu decidi que pararia de tentar, hoje é o quarto dia que eu ainda estou aflita e pensando onde eu errei, e foi ai que minha ficha caiu, eu errei em nunca querer discutir, em sempre ter um pé atras com tudo, não permitir me aventurar, eu deixei de tentar ser feliz por medo. 
Há muitos textos que eu te mandaria, mas todos eles estão incompletos, acho que são incompletos de reciprocidade, lembra dessa palavra? Era a que a gente mais usava quando nos conhecemos e aos poucos fomos deixando ela de lado. Hoje eu prometi a mim mesma que vou começar a contar uma nova história e essa não tem final feliz, ou melhor, ela não tem final. E por mais um motivo os meus textos estão incompletos, eu sempre apaguei a ultima frase. 
Eu te amo!

Com saudades, Maria Antônia.

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