This is me or nah?

16 de abril de 2014
Não, esse texto não é sobre a Demi Lovato ou sobre os meninos da Magcon. Esse é um daqueles textos convencionais, que eu não sei se são minhas crises existenciais ou madrugadas de insônia junto com filmes de romance. Então vamos lá! 

 É incrível como mostramos apenas aquilo que queremos ser a uma pessoa que estamos conhecendo, seja para ser amigo ou algo mais que isso. Você passa a imagem daquilo que quer ser, ou do seu melhor lado, quando deveria ser o contrário. Por que é difícil você se revelar, não por completo, mas sim dizer aquilo que realmente é? Sem essas omissões para agradar ou passar uma imagem?
Dizer que não gosta que falem palavrões sendo que você fala querendo ou não, dizer que não é fã de algum estilo musical, mesmo escutando alguma música do gênero, no que isso vai levar? E quando a pessoa te conhecer de verdade, o que vai achar disso tudo? Não vou ser hipócrita e dizer que falo logo o que eu sou, só não gosto do rumo que certas coisas tomam, odeio o fato de perceber que fui "enganada", que criei uma imagem da pessoa e era tudo superficial, aquilo era só "o melhor angulo" da pessoa. Mas acho que não somos capazes de demostrar a real face porque não sabemos quem somos. Na realidade, sei muito pouco de mim. Prazer, sou Izadora, tenho 17 anos, 1,72 metro, calço 40, ouço Elvis, já escrevi 3 livros e nunca publiquei, normalmente não saio de casa. Gosto de fotografia, de invernos que são passados no sofá de casa com o namorado, enroscando as pernas e rindo dos trejeitos dele, mesmo que não tenha um para fazer isso. Tenho conversas comigo no espelho, não demonstro meus sentimentos, tenho bloqueio de confiança. Gosto de dias de chuva, mas só vivo nos dias de sol. Normalmente tenho um turbilhão de sentimentos que não são transparecidos no meu exterior. Falo sozinha, faço coreografias das musicas enquanto lavo louça. Demorei, pelo menos, uns 30 minutos para dizer só isso, mas não é nem a metade. E se você tem algum tipo de relacionamento comigo que me afete, você corre o risco de se tornar mais um dos meus textos. E esses sim sabem que eu realmente sou, sabem as diversas linhas e palavras que eu já apaguei ou não enviei por sempre querer esconder aquilo que eu nem sei o que é ou o que sou.

Beijos,
Izadora S.

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