Carta para alguém

17 de agosto de 2016
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Querido futuro namorado

Às vezes quero que você venha depressa, outras quero que demore. Não me leve a mal, só estou querendo me livrar da bagunça da última mudança para que você seja bem recepcionado. É que eu to de bem comigo, quero estar melhor ainda para que você me conheça na real.

Você precisa saber de umas coisas que julgo necessárias. Talvez você se espante com meus transtornos obsessivos compulsivos, mas juro que é fácil de lidar. Saiba que para mim não existe preço nas coisas, só valor mesmo, então a parte que eu gosto de presente se encaixa aqui.

Ouso pedir que você tenha uns parafusos a menos, é porque também me faltam uns e a vida é sensacional quando se é doidinho né? Deixo claro aqui que eu sou chata, mas chata legal. De que jeito? Só não me faça passar vergonha que já está sob controle. É, eu falo pelos cotovelos, mas fico quieta uma boa parte do tempo também.

Divida comigo seus sonhos e seus medos, menos a batata e o hambúrguer porque isso eu não admito. Me ensine algo pelo qual é apaixonado. Aaaah, isso! Paixão! Seja apaixonado por qualquer coisa mesmo e principalmente por mim, pelas coisas boas e ruins. É que você deve saber que tudo tem bônus e ônus, quando se é apaixonado por completo as coisas ruins são na verdade o impulso para a vida.
Por favor, não me pode, não me subestime, não minta.

Entenda que minha família é grande, doida e faladeira, você não vai conseguir gravar o nome da metade, mas são uns seres humanos maravigolds.

Seja você, seja a pessoa que quer do seu lado, eu possivelmente serei seu reflexo e, camarada, a vida dividida é tão boa quanto um bolo quatro leites! Eita, troca o recheio, sou intolerante a lactose.

Izadora

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