Peregrina em: longe de casa.

22 de fevereiro de 2017
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Eu me mudei
Assim, rápido e grosso como essa frase.
Tirando as roupas da gaveta, colocando tudo em uma mala. Quanta coisa passando na cabeça.
Não planejei isso para esse ano, queria continuar na minha rotina. Faculdade - casa, mas problemas no percurso me trouxeram para 60 e poucos quilômetros longe de casa.
Não é tão longe, eu sei. Mesmo assim é difícil. Não vou ver minha família no fim do dia, nem tomar café com minha mãe ou ver a novela turca.

A gente cresce e é difícil. Difícil deixar o ninho, saber que não vai voltar da mesma maneira. É bom, você evolui. É ruim, você vai descobrir tanta responsabilidade e isso te dá medo. Pagar as contas, fazer compra no mercado, lavar sua própria roupa. Não é o fim do mundo, é choque de realidade. Você começou a viver sozinho, apenas fazendo aquilo que seus pais estavam te ensinando esse tempo todo: voar.

"A gente cria os filhos para o mundo." Minha mãe disse. O nó na garganta apertou. A vontade de querer voltar no tempo instantaneamente apareceu.

Estou longe de casa, mas lá ainda é meu lar. Lá ainda tem o melhor café e o melhor cafuné.

Eu volto já. Eu volto sempre.

Izadora S.

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