Changing!

5 de fevereiro de 2014
Não é crise existencial de banhos demorados nem nada do tipo. É só um desabafo das minhas mudanças, e sim querido amigo, que veio aqui conferir se é mais um texto sobre você, isso inclui a minha situação com você.
Hoje não é segunda feira e nem está chovendo (uma pena), mas o fato é que esse meu desabafo, beirando a crise existencial, é sobre o que eu tenho feito, eu parei para pensar no que eu me tornei, e cara, virei uma coisa que eu odeio, Estou mudando muito mais do que deveria para ser aceita. Eu sempre escolho me adaptar a todo custo ao jeito da pessoa ou ao que ela julga ser o seu ideal, só para não brigar ou perder a mesma. E isso é pura burrice, a partir do momento em que o relacionamento é baseado em só um remar o barco e o outro dizer o que tem e o que não tem que ser feito, nada vai adiantar querer mudar a situação no futuro, você adaptou a pessoa desse jeito, e ela está confortável na posição que você a colocou. O negocio agora vai ser colocar as cartas na mesa, sutilmente dizer o que realmente me incomoda em você e não me importa o você vai pensar ou o que vai decidir, o meu limite foi extrapolado, eu neguei o meu orgulho e amor próprio só para ter a possibilidade disso tudo funcionar, e olha que incrível, você esta pouco se f****** para mim. Meu amigo, a casa caiu. Eu não vou jurar que não vou mais falar contigo, porque eu não sou uma garotinha de 15 anos querendo parecer madura, eu só vou sufocar o que eu sinto, toda vez que eu acordar e me der aquela velha vontade de te dar bom dia ou forçar qualquer tipo de contato, eu vou me lembrar das vezes que você deveria ter me procurado e simplesmente não o fez. Acho que faz parte do meu crescimento deixar as pessoas que pouco necessitam de mim para trás e focar naquelas que se mostravam fiéis desde o começo. Agora a minha reciprocidade por ti é verdadeira, eu estou pouco me f****** para você e sua opinião sobre como eu administro as minhas demostrações. De maneira nenhuma eu quero encontrar alguém que goste exatamente do jeito que eu sou, porque seria muito chato. Quero alguém que esteja disposto a mudar junto, onde nós dois nos adaptamos ao jeito do outro, "remando" juntos.
A partir desse mês eu deixo de ser uma simples adolescente de 17 anos, formada no ensino médio, com medo do que as pessoas acham do jeito que ela faz as coisas, que ainda esconde a menina da quinta série amedrontada por não se encaixar nos padrões. Sou uma universitária, a minha cara está dada a tapa, e tudo o que eu não estiver de acordo eu vou sim discutir, sem ficar com receio de perder ou coisa do tipo. Melhor perder a colocar a cabeça no travesseiro e ficar pensando: - eu deveria ter feito isso ou aquilo. Acho que eu tô crescendo e deixando os meus monstros de baixo da cama e começando a enfrenta-los no meu dia a dia.
Olá novas perspectivas!

Beijos
Izadora S.

3 comentários

  1. A felicidade vem de dentro de nós. O verdadeiro céu e o verdadeiro paraíso dependem daquilo que somos por dentro, dependem da maneira que habitamos nosso interior e da maneira com que nossa alma absorve a vivência do dia a dia lá fora. Não é tarefa simples contemplar o coração com a real essência da vida, que é a felicidade. Não, quando escolhemos que não. Não quando decidimos que pra vivermos plenamente feliz, temos de estar alinhado a outro ser – que é tão falho e imperfeito quanto nós – que é outro mundo, com outras histórias, outras vivências, com passos únicos e caminhos pessoais percorridos sabe se lá como. Já dizia um pequeno trecho de uma música: cada um de nós é um universo. E acredito que somos, e a maneira na qual vamos nos sentir e tudo aquilo que podemos conquistar, depende única e exclusivamente de nós mesmos, das nossas escolhas e decisões. Quantas chances se perdem na vida pelo medo de perder aquilo que não tem? Quantas surpresas a vida nos traz e não percebemos por insistir em algo que impede sorrisos e demonstra não querer nos pertencer? Muitas vezes o sentimento que se espera de uma pessoa, pode estar ali guardado dentro de outra, impedido de ser percebido – ou descoberto – por uma barreira criada pela ilusão e pela falta de percepção que uma “paixonite aguda” pode causar. Quantas pessoas já estiveram ao seu lado e sentiram o coração tremer, as pernas ficarem bambas, o frio delicioso na barriga, o brilho dos olhos e mais aqueles tantos outros sintomas que isso causa? Eis a questão!

    Permita-me um conselho, por gentileza: Não sufoque sua felicidade por conta de qualquer coisa ou qualquer alguém que te impeça de dar sorrisos verdadeiros e de sentir o gosto da vida com mais sabor e de vivê-la com cores mais vivas e mais vibrantes. Abra as portas, janelas ou mesmo pequenas frestas do teu interior pra que o ar se renove, para que coisas novas entrem e as velhas incômodas possam sair e se desfazerem no ar do mundo lá fora.


    “Falar” assim é fácil, o difícil é agir dessa maneira, eu sei, mas o bom é que não é impossível... Não, quando escolhemos que não.


    “Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim.” - Charles Chaplin

    PazBem&Luz

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    1. Eu reli, pelo menos, umas três vezes o que você escreveu e queria te abraçar em todas as vezes. Muitíssimo obrigada, anonimo! (haha) :D

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    2. De nada, Iza Silveira!

      Confesso que me surpreendeu a parte do "queria te abraçar em todas as vezes" (Obrigado). Minhas palavras tiveram esse impacto todo? Não imaginei que teriam. Foi algo interessante que li e achei que algumas palavras cairiam bem (Say what you need to say ♫, sabe?). Bom saber que, no mundo de hoje, as palavras ainda despertam coisas boas nas pessoas.

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